João Guimarães Rosa · Brasil · @editoranovafronteira
Espetacular, mais uma vez. Reli acompanhando o curso de Sandra Vasconcelos, na @aescrevedeira. Foi tão impactante quanto da primeira vez, mas por razões diferentes: encontrei significados e relações que haviam passado despercebidos.
Entendi Zé Bebelo como uma figura muito mais importante na formação de Riobaldo, quase uma presença paterna e de mentor. Também passei a perceber melhor a geografia do romance: por trás do sertão recriado pela linguagem de Rosa, muitos dos lugares, rios, cidades e caminhos citados existem de fato.
E fiquei ainda mais convencido de que o amor de Riobaldo por Diadorim talvez pudesse ter sido possível. Grande parte da tragédia está justamente naquilo que Riobaldo não consegue compreender, admitir ou viver enquanto ainda havia tempo.
“Mas, também, cair não prejudica demais - a gente levanta, a gente sobe, a gente volta!”
p. 239 · uma de 7 frases marcadas neste livro
Mas, também, cair não prejudica demais - a gente levanta, a gente sobe, a gente volta!p. 239
O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria, e inda mais alegre ainda no meio da tristeza!p. 263
A gente só sabe bem aquilo que não entendep. 311
Sorte a isto: merecer e ter…p. 352
Sossego traz desejosp. 426
Ingratidão é o defeito que a gente menos reconhece em si?p. 442
Aprender a viver é que é p viver, mesmop. 474