Djaimilia Pereira de Almeida · Portugal · @todavialivros
Não gostei. O livro narra a história de um velho capitão de navio negreiro, que dedica seus últimos dias a cuidar das plantas em seu jardim. As memórias crueis se chocam com a imagem dele depois de velho. Não foi uma leitura prazerosa. Não apreciei o suposto lirismo da narrativa nem o estilo da autora. Um mérito do livro é ser curto; se fosse mais extenso, provavelmente o teria abandonado.
“Se o vento o queria vir buscar, sentia-se pronto para lhe fazer frente. Se fora malvadez plantar a morte, era tarde”
p. 34 · uma de 5 frases marcadas neste livro
A juventude não dá conta do tempop. 23
Se o vento o queria vir buscar, sentia-se pronto para lhe fazer frente. Se fora malvadez plantar a morte, era tardep. 34
A bolha de sangue vomita-me até desaparecer comigop. 50
As constelações brilhavam na sua certeza geométrica como um bordado no bastidor que era o céu negro, quase líquidop. 60
O mesmo mar que o cuspira, permitindo-lhe o regresso, zombava dele, num último lance de ironia, tornando-o em terra uma curiosidade para a imaginação das almas puras. Domesticara-o: enjaulara-o num jardimp. 67