Alain de Botton · Reino Unido · @editorarocco
Gostei muito. Alain de Botton escreveu esse livro há mais de 20 anos. Depois disso, criou a #theschooloflife. O espírito é parecido: dar conselhos sobre como viver melhor. É também uma espécie de biografia de #MarcelProust, com comentários sobre sua vida e obra. Há algumas reflexões muito inteligentes sobre o impacto da literatura. Não sei se o livro mudará minha vida, mas fiquei com muita vontade de ler Em busca do tempo perdido, a grande obra de Proust.
“O problema com os clichês não é que eles contenham falsas ideias, mas sim que são formulações superficiais de ideias muito boas”
p. 91 · uma de 7 frases marcadas neste livro
De fato, na visão de Proust, nós só aprendemos realmente algo quando existe um problema, quando sentimos dor, quando alguma coisa não acontece da maneira que esperávamosp. 70
Reconhecer que a nossa maior chance de felicidade está em aceitar a sabedoria que nos é oferecida sob uma forma disfarçada, por meio de nossas tosses, alergias, gafes sociais e desilusões amorosas, e evitar a ingratidão daqueles que culpam as ervilhas, os chatos, o tempo e o climap. 86
O problema com os clichês não é que eles contenham falsas ideias, mas sim que são formulações superficiais de ideias muito boasp. 91
Se, como Proust sugere, somos obrigados a criar a nossa própria linguagem, é porque existem dimensões de nós mesmos das quais os clichês não dão conta, que exigem que deixemos de lado a etiqueta para captar com mais precisão o timbre característico do nosso pensamentop. 97
Proust era um mestre na arte de fazer amigosp. 118
Nós deveríamos ler os livros de outros autores para aprendermos os que nós sentimos, isto é, são os nossos próprios pensamentos que devemos desenvolver, mesmo que com a ajuda dos pensamentos de um outro escritorp. 174
Até mesmo os melhores livros precisam ser deixados de ladop. 191