Joseph Conrad · Reino Unido · @ubueditora
Esse é um livro clássico de Joseph Conrad, escritor polonês naturalizado britânico. O marinheiro Marlow narra uma passagem de sua vida na colonização do Congo. A história foi adaptada para o cinema, e provavelmente Apocalypse Now é hoje mais conhecido do que o livro. Não é uma leitura fácil. O estilo é de fluxo de consciência e o tema é pesado. Mas gostei muito de ter lido. É um livro cheio de simbolismo e que desperta várias questões. A edição da Ubu é linda: a cada página de texto há outra de ilustrações da artista Rosângela Rennó. Ao final, há quatro textos críticos sobre a obra. Eu li também a análise da LitChart, que me ajudou a pensar sobre muitos dos temas do livro. Kurtz é um personagem enorme, quem sabe maior do que o livro. Tristemente, durante a leitura houve o episódio do assassinato do congolês Moïse no Rio. E o trecho final do posfácio de Bernardo Carvalho, escrito em 2019, calou fundo: “O Congo é aqui. O Congo sempre esteve em nós”.
“A mente do homem é capaz de qualquer coisa, porque tudo está nela, todo o passado assim como todo o futuro”
p. 77 · uma de 6 frases marcadas neste livro
Não gosto de trabalho - nenhum homem gosta -, mas eu gosto do que há no trabalho - possibilidade de você se encontrar. Sua própria realidade - para si, não para os outros -, aquilo que nenhum outro homem pode jamais conhecerp. 59
A mente do homem é capaz de qualquer coisa, porque tudo está nela, todo o passado assim como todo o futurop. 77
Mas a selva o desmascarou cedo e desencadeou contra ele uma vingança terrível pela invasão fantasticap. 137
Você vai se perder, eu disse, se perder completamentep. 160
O horror! O horror!p. 170
A vida é uma coisa engraçada, o arranjo misterioso de uma lógica impiedosa por um propósito fútil. O máximo que podemos esperar dela é um conhecimento acerca de nós mesmos - chega tarde demais -, uma safra de arrependimentos inextinguíveisp. 171