Leandro Oliveira · Brasil · @todavialivros
Eu me interessei por esse livro porque meu conhecimento de música clássica é nulo. A proposta da obra é justamente tornar a música clássica mais acessível, explicando a liturgia dos concertos e servindo como um guia para iniciantes. Ao longo da leitura, ouvi a playlist disponível no Spotify, com as dicas referidas no penúltimo capítulo. Interessante a observação que o livro faz sobre a importância de recomendar não só as músicas, mas também os intérpretes e gravações específicas. Gostei do ensaio sobre os aplausos, com o histórico da tradição de não aplaudir entre os movimentos e a crítica do autor sobre isso.
“(…) pode-se julgar cada obra não só pelo seu valor intrínseco, mas também - e principalmente - pela sua posição perante toda a tradição na qual está inserida”
p. 26 · uma de 4 frases marcadas neste livro
(…) pode-se julgar cada obra não só pelo seu valor intrínseco, mas também - e principalmente - pela sua posição perante toda a tradição na qual está inseridap. 26
(…) nossa audição e compreensão, mesmo nessas situações de absoluta concentração, mudam radicalmente ao longo do tempop. 40
Atualmente, a música clássica, como qualquer obra de arte, se desafia em nós. Ela exige um ouvinte que seja também um cocriador. Nessa exigência, ela precisa encontrar interlocutores à altura para que se desabroche como nova. Pois somos nós, hoje mais que nunca, que a fazemos grandep. 45
O silêncio após a execução é a única chance de deixar emergir a dimensão metafísica de uma música cuja arquitetura e sonoridades são muito apropriadamente chamadas por vezes de cósmicasp. 57