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When We Cease to Understand the World

Benjamín Labatut · Chile · @nyrbooks

Período
11 fev – 21 fev
11 dias
Tempo de leitura
6h02
cerca de 33 min por dia
Páginas
192
físico
Ritmo
32 p/h
páginas por hora
Nota
★★★★★
5 de 5

Gostei muito. São cinco textos sobre físicos e matemáticos e os bastidores de grandes descobertas científicas. Os textos não têm relação direta, embora alguns personagens se repitam e a temática da genialidade/insanidade esteja sempre no ar. Não é propriamente um romance, mas também não é um texto de não ficção. Muitos dos fatos realmente aconteceram, mas há uma dose de ficção dos bastidores. Durante a leitura, eu consultei o Google várias vezes para confirmar alguns dos episódios. O autor mostra como algumas descobertas científicas produziram simultaneamente avanços e desgraças para a humanidade. Fiquei particularmente intrigado pela história do matemático Shinichi Mochizuki, que propôs a solução para uma equação em 2012 e até hoje ninguém conseguiu descobrir se ele está certo ou não. Ele publicou o resultado em seu blog e se recusa a explicar o trabalho. Outra história interessante do livro é a disputa da mecânica quântica, que envolveu Einstein, Heisenberg e Schrödinger. Eu não sabia, por exemplo, que o Gato de Schrödinger foi criado com o propósito de ridicularizar o princípio da incerteza de Heinsenberg, mas acabou servindo para provar o seu acerto. Nos quatro primeiros textos, há vários episódios em que a genialidade se aproxima da loucura, e como é complexo o processo de conhecimento. O texto final do livro é o mais pessoal, em que o autor faz reflexões sobre os limites do conhecimento humano, e a nossa pequenez em face da natureza. Fiquei pensando em até que ponto podemos abrir mão da ficção para entender o mundo. Para mim, este foi o grande valor do livro. Além, é claro, de ser muito informativo sobre temas que eu não conheço muito bem (física e matemática) - e, de quebra, aprendi como morre um limoeiro.

Frase marcada

“What new horrors would spring forth from the total comprehension that he sought? What would mankind do if it could reach the heart of the heart?”

p. 75 · uma de 7 frases marcadas neste livro
p. 1p. 192
Todas as frases marcadas
  1. ...but because his method of extracting nitrogen from the air had so altered the natural equilibrium of the planet that he feared the world's future belonged not to mankind but to plants, as all that was needed was a drop in population to pre-modern levels for just a few decades to allow them to grow without limitp. 33
  2. What new horrors would spring forth from the total comprehension that he sought? What would mankind do if it could reach the heart of the heart?p. 75
  3. The physicist – like the poet – should not describe the facts of the world, but rather generate metaphors and mental connectionsp. 97
  4. It doesn’t matter how many people have died or how many have been saved, Professor – today, all of us are victimsp. 156
  5. When Bohr returned from his holiday, Heisenberg told him there was an absolute limit to what we could know about the worldp. 159
  6. Science can no longer confront reality in the same way. The method of analysing, explaining and classifying the world has become conscious of its own limitations: these arise from the fact that its interventions alter the objects it proposes to investigatep. 166
  7. …it was mathematics – not nuclear weapons, computers, biological warfare or our climate Armageddon – which was changing our world to the point there, in a couple of decades at most, we would simply be able to grasp what being human really meantp. 186
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