Marjane Satrapi · Irã · @companhiadasletras
Li esse livro no clube de leitura @voltaaomundoliteraria. Provavelmente eu não eecolheria esse livro se não fosse pela leitura conjunta. É uma graphic novel (história em quadrinhos) que conta a história de vida da autora, que é iraniana e depois viveu na Europa. Gostei muito, principalmente do meio para o final - e da avó dela, uma personagem incrível. É assustador ver como o fundamentalismo tomou conta do Irã e como tantas pessoas se curvaram a isso. Por outro lado, é notável a força dos pais de mandarem a filha de 14 anos para morar sozinha e a luta dela contra os horrores da guerra e os dramas de uma adolescente. A autora tem o dom de contar a história de maneira singela.
“Quanto mais esforços de integração eu fazia, mais tinha a impressão de me distanciar da minha cultura, de trair meus pais e minhas origens, de jogar um jogo que não era o meu”
p. 200 · uma de 4 frases marcadas neste livro
A gente não estava na mesma classe social, mas pelo menos estava na mesma camap. 45
A guerra interna tinha superado a guerra contra o Iraquep. 126
Não tem nada mais triste que despedida. É parecido com a morte
Quanto mais esforços de integração eu fazia, mais tinha a impressão de me distanciar da minha cultura, de trair meus pais e minhas origens, de jogar um jogo que não era o meup. 200