Ricardo Piglia · Argentina · @companhiadasletras
Um livro muito peculiar, mas muito bem escrito. Gostei do estilo do autor, e principalmente da segunda parte do livro, em que há uma discussão filosófica e existencialista. O livro defende uma tese de que os europeus que vieram para a América Latina eram de segunda categoria, mas foram recebidos aqui como luminares. Também me interessaram as ponderações sobre o fracasso. Certamente lerei outras obras do Piglia.
“As coisas têm de mudar, transformar-se, mas e a gente? Disse-lhe que mudar era muito mais difícil e arriscado do que se podia imaginar”
p. 94 · uma de 6 frases marcadas neste livro
…o que é o exílio senão uma forma de utopia? O desterrado é o homem utópico por excelênciap. 27
Porque tudo o que contamos se perde, se afastap. 48
Todo homem deve escrever sua vida ao se aproximar dos quarenta anosp. 59
Escrever uma carta é mandar uma mensagem para o futurop. 73
As coisas têm de mudar, transformar-se, mas e a gente? Disse-lhe que mudar era muito mais difícil e arriscado do que se podia imaginarp. 94
Que mais temos, senão princípios, para aguentar toda essa merda?p. 99