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4/2023

Zama

Antonio Di Benedetto · Argentina · @globolivros

Período
24 jan – 30 jan
7 dias
Tempo de leitura
15h02
cerca de 129 min por dia
Páginas
400
físico
Ritmo
27 p/h
páginas por hora
Nota
★★★★★
5 de 5

Diego de Zama é um oficial do Reino da Espanha na América, esperando uma remoção que nunca chega e vivendo na expectativa. O livro é dividido em três partes, com cinco anos de intervalo entre elas. É considerado uma obra-prima da literatura argentina. Achei difícil para engrenar, mas anotei que a partir da p. 60, a leitura fluiu. Comecei a entender o estilo e a história narrada ficou mais interessante. Algumas passagens me lembraram GSV, especialmente do último capítulo. Nesta última parte, há a narração da história de uma tribo de índios cegos que é linda e já valeria todo o livro.

Frase marcada

“A América não existia para ninguém, a não ser para mim; mas não existia senão em minhas necessidades, em meus desejos e em meus temores”

p. 52 · uma de 7 frases marcadas neste livro
p. 1p. 400
Todas as frases marcadas
  1. Esta ausência de notícias de Marta, de meus filhos e de minha mãe me causou essa depressão que em mais de uma chegada de barco tive de sofrer, mas que, ao somar-se a cifra no transcorrer dos já quatorze meses de permanência, abatia-me ainda maisp. 29
  2. ali onde as pessoas não são da universidade, se possuem alguma coisa de que se orgulhar, posição ou fazenda, decidem ignorar estudo e títulos de quem não os têmp. 50
  3. A América não existia para ninguém, a não ser para mim; mas não existia senão em minhas necessidades, em meus desejos e em meus temoresp. 52
  4. O passado era um caderninho de notas que se me extravioup. 154
  5. Ninguém pode decidir as ações, as esperanças, nem a totalidade das possibilidades do outrop. 163
  6. Cada qual podia ficar sozinho consigo mesmo. Não existiam a vergonha, a censura e a inculpação; não forma necessários os castigosp. 238
  7. Perguntei-me, não porque vivia, mas por que havia vivido. Supus que pela espera e quis saber se ainda esperava alguma coisa. Pareceu-me que sim. Sempre se espera maisp. 242
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