Joseph Roth · Áustria · @editoramundareu
Um sujeito entra num bar em Paris e ouve o relato da história da vida de um frequentador assíduo. O título já indica o que está por vir, mas isso não estraga o clima de suspense. Quem conta a história é um russo, que se diz filho bastardo de um nobre e funcionário do serviço secreto antes da Revolução Russa. Foi o primeiro livro que li de Joseph Roth, e gostei muito. Ele era austríaco, mas essa obra lembra muito a literatura russa, pelo contexto, o estilo e os dilemas dos personagens.
“A vida privada, a natureza humana simples, é mais importante, grandiosa e trágica do que todas as coisas públicas”
p. 22 · uma de 5 frases marcadas neste livro
A vida privada, a natureza humana simples, é mais importante, grandiosa e trágica do que todas as coisas públicasp. 22
Nós não dependíamos de leis, mas de caprichos. Esses caprichos, porém, eram quase mais previsíveis do que as leis. Porque as leis, inclusive, dependem de caprichos. Podemos interpretá-las como um propósito. Sim, meus amigos, as leis não protegem contra a arbitrariedade, pois são interpretadas a esmo. Nunca conheci os caprichos de um juiz secundário. Devem ser piores do que um capricho normal; ódios simples e rancores miseráveisp. 60
O sofrimento nos faz tão felizes quanto a alegria. É quase impossível distinguir a felicidade do sofrimentop. 74
Nossa imaginação é sempre mais poderosa do que nossa consciênciap. 101
Como encontrar o diabo, quando procuramos por ele. Ele vem, aparece inesperadamente e desaparecep. 114