João Guimarães Rosa · Brasil · @globaleditora
Livro de contos do Guimarães Rosa publicado postumamente. Eu já tinha lido "Meu tio o Iauaretê", que continua sendo meu favorito. Gostei também de "A simples e exata estória do burrinho do Comandante" e de "Os chapéus transeuntes". A relação com este último foi curiosa: quando terminei de ler, não gostei. Procurei textos de apoio e críticas, li novamente o conto e gostei muito. Guimarães Rosa é brilhante. Faz muito bem para a alma.
“O intento, o que é o desígnio, inevitável, da vida, vai e volta, vem em círculos, envolvendo-nos. A vida - que goteja sempre em pedra dura”
p. 71 · uma de 9 frases marcadas neste livro
Em certas horas de incertos dias, todo o mundo é românticop. 19
Ah, a gente navega na vida servido por faróis estrábicosp. 22
Só em certas horas é que a gente tem tino para tirar do que é corriqueiro juízo novíssimop. 42
A morte é que é o por conseguinte. A gente morre é para provar que não teve razãop. 51
O intento, o que é o desígnio, inevitável, da vida, vai e volta, vem em círculos, envolvendo-nos. A vida - que goteja sempre em pedra durap. 71
Também as estórias não se desprendem apenas do narrador, sim o performam; narrar é resistirp. 86
A gente vive sem querer entender o viver? A gente vive em viagem (...). Eu é que não sei dos meus possíveis!p. 136
Quero ter matado onça nãop. 142
Anoitece, sem começar; como é que a noite não é sempre uma surpresa?p. 241