Sigmund Freud · Áustria · @companhiadasletras
Minha primeira leitura de Freud. Achei surpreendentemente compreensível. Ele é muito claro na exposição das questões, principalmente na parte inicial do livro (que foi a parte que eu mais grifei). Ele defende que o homem é naturalmente agressivo, e que o processo cultural tenta abrandar esse sentimento. E essa internalização da agressividade, esse controle do prazer gera o sentimento de culpa. Pelo menos foi isso que eu entendi. Daí para os conceitos de Eu, Super-eu ficou mais difícil....
“Pois todo sofrimento é apenas sensação, existe somente na medida em que o sentimos, e nós o sentimos em virtude de certos arranjos de nosso organismo”
p. 21 · uma de 12 frases marcadas neste livro
Eu não saberia indicar uma necessidade vinda da infância que seja tão forte quanto a de proteção paternap. 16
[sentimento religioso] Tudo isso é tão claramente infantil, tão alheio à realidade, que para alguém de atitude humanitária é doloroso pensar que a grande maioria dos mortais nunca se porá acima desta concepção de vidap. 17
A vida, tal como nos coube, é muito difícil para nós, traz demasiadas dores, decepções, tarefas insolúveis. Para suportá-la, não podemos dispensar paliativosp. 18
Pois todo sofrimento é apenas sensação, existe somente na medida em que o sentimos, e nós o sentimos em virtude de certos arranjos de nosso organismop. 21
Então o destino não pode fazer muito contra o indivíduop. 23
Nenhuma outra técnica para a condução da vida prende a pessoa tão firmemente à realidade como a ênfase no trabalho, que no mínimo a insere de modo seguro numa porção da realidade, na comunidade humanap. 24
Nunca estamos mais desprotegidos ante o sofrimento do que quando amamos, nunca mais desamparadamente infelizes do que quando perdemos o objeto amado ou seu amorp. 27
O programa de ser feliz, que nos é imposto pelo princípio do prazer, é irrealizávelp. 28
E, enfim, do que nos vale uma vida mais longa, se ela for penosa, pobre em alegrias e tão plena de dores que só poderemos saudar a morte como uma redenção?p. 33
A vida humana em comum se torna possível apenas quando há uma maioria que é mais forte que qualquer indivíduo e se conserva diante de qualquer indivíduo. Então o poder dessa comunidade se estabelece como Direito, em oposição ao poder do indivíduo, condenado como força bruta. Tal substituição do poder do indivíduo pelo da comunidade é o passo cultural decisivop. 40
Apenas os fracos se sujeitaram a uma interferência tão ampla na sua liberdade sexualp. 50
...os juízos de valor dos homens são inevitavelmente governados por seus desejos de felicidade, e que, portanto, são uma tentativa de escorar suas ilusões com argumentosp. 92