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21/2023

O mal-estar na civilização

Sigmund Freud · Áustria · @companhiadasletras

Período
5 abr – 30 abr
26 dias
Tempo de leitura
3h01
cerca de 7 min por dia
Páginas
93
físico
Ritmo
31 p/h
páginas por hora
Nota
★★★★★
5 de 5

Minha primeira leitura de Freud. Achei surpreendentemente compreensível. Ele é muito claro na exposição das questões, principalmente na parte inicial do livro (que foi a parte que eu mais grifei). Ele defende que o homem é naturalmente agressivo, e que o processo cultural tenta abrandar esse sentimento. E essa internalização da agressividade, esse controle do prazer gera o sentimento de culpa. Pelo menos foi isso que eu entendi. Daí para os conceitos de Eu, Super-eu ficou mais difícil....

Frase marcada

“Pois todo sofrimento é apenas sensação, existe somente na medida em que o sentimos, e nós o sentimos em virtude de certos arranjos de nosso organismo”

p. 21 · uma de 12 frases marcadas neste livro
p. 1p. 93
Todas as frases marcadas
  1. Eu não saberia indicar uma necessidade vinda da infância que seja tão forte quanto a de proteção paternap. 16
  2. [sentimento religioso] Tudo isso é tão claramente infantil, tão alheio à realidade, que para alguém de atitude humanitária é doloroso pensar que a grande maioria dos mortais nunca se porá acima desta concepção de vidap. 17
  3. A vida, tal como nos coube, é muito difícil para nós, traz demasiadas dores, decepções, tarefas insolúveis. Para suportá-la, não podemos dispensar paliativosp. 18
  4. Pois todo sofrimento é apenas sensação, existe somente na medida em que o sentimos, e nós o sentimos em virtude de certos arranjos de nosso organismop. 21
  5. Então o destino não pode fazer muito contra o indivíduop. 23
  6. Nenhuma outra técnica para a condução da vida prende a pessoa tão firmemente à realidade como a ênfase no trabalho, que no mínimo a insere de modo seguro numa porção da realidade, na comunidade humanap. 24
  7. Nunca estamos mais desprotegidos ante o sofrimento do que quando amamos, nunca mais desamparadamente infelizes do que quando perdemos o objeto amado ou seu amorp. 27
  8. O programa de ser feliz, que nos é imposto pelo princípio do prazer, é irrealizávelp. 28
  9. E, enfim, do que nos vale uma vida mais longa, se ela for penosa, pobre em alegrias e tão plena de dores que só poderemos saudar a morte como uma redenção?p. 33
  10. A vida humana em comum se torna possível apenas quando há uma maioria que é mais forte que qualquer indivíduo e se conserva diante de qualquer indivíduo. Então o poder dessa comunidade se estabelece como Direito, em oposição ao poder do indivíduo, condenado como força bruta. Tal substituição do poder do indivíduo pelo da comunidade é o passo cultural decisivop. 40
  11. Apenas os fracos se sujeitaram a uma interferência tão ampla na sua liberdade sexualp. 50
  12. ...os juízos de valor dos homens são inevitavelmente governados por seus desejos de felicidade, e que, portanto, são uma tentativa de escorar suas ilusões com argumentosp. 92
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