Katharina Volckmer · Alemanha · @fosforoeditora
Esse livro foi comparado com o "O complexo de Portnoy", e por isso me chamou a atenção. A narrativa é também uma forma de sessão psicanalítica, embora em uma consulta de outra natureza. O texto é o fluxo contínuo de uma narradora, que descreve seus desejos, paixões e inseguranças.
“E penso que de certo modo é isso que somos: a história de outras pessoas. Não existe a possibilidade de ser quem somos”
p. 65 · uma de 9 frases marcadas neste livro
Não acha que seria melhor se todo mundo pudesse trepar com seu próprio robô? Imagine se todo mundo se satisfizesse e não fosse mais preciso justificar nossos desejosp. 14
Acho que não existe nada mais desagradável que uma perversão não compartilhadap. 19
...quando acreditamos que um dia alguma coisa interessante vai acontecer na nossa vida, antes de percebermos que todo mundo na família é chato pra caralho e em geral não aguenta a gentep. 26
...consegui me libertar do pior tipo de conversa que existe neste planeta, aquela entre os membros de uma família, e, em especial, entre as tias. É como enfiar um aspirador no cérebro e apertar a função soprar, só que não existe piedade: nossa cabeça não vai simplesmente explodir, o que seria uma bençãop. 26
Amor de pai não se compara; há uma possibilidade de escolha - é uma coisa que podemos conquistar e, claro, uma coisa que podemos perder. Conquistar o amor do pai é em muitos aspectos a nossa primeira vitóriap. 37
Mas a vida sempre concede a opção de perturbar os filhos para compensar os próprios fracassosp. 60
E penso que de certo modo é isso que somos: a história de outras pessoas. Não existe a possibilidade de ser quem somosp. 65
Não há o que eu admire mais do que as pessoas que encontram uma maneira de amar suas mães; para mim, esse é o maior desafio da vida, a única coisa que faria do mundo um lugar melhorp. 69
Claro que é mais fácil ser religioso quando se é homem, e até hoje não entendo como é que uma mulher já tenha pisado numa igreja, ou em qualquer outro templo, dr. Seligman, uma vez que nenhuma religião já disse que alguma coisa boa sobre as mulheresp. 73