Jenny Offill · EUA · @todavialivros
Alguns livros valem por uma ideia ou por uma frase. Este é um relato de uma mulher, sua paixão, casamento, filho, desilusão, crise. A narrativa não é linear, os fatos e pensamentos vão se misturando. Para mim, valeu por essa reflexão de que quando ficamos mais velhos temos mais liberdade; passamos a fazer coisas das quais tirávamos sarro. E nos damos conta de que nada mais é ridículo.
“Ela diz que todo casamento é uma gambiarra. Até os que vistos de fora parecem decentes são mantidos com chiclete, arame e barbante”
p. 72 · uma de 6 frases marcadas neste livro
Como ela se tornou uma dessas pessoas que usam calça de ioga o dia inteiro? Ela tirava sarro dessa gente. Com mapas de felicidade e diários de gratidão e bolsas de pneu reciclado. Mas então parece possível acreditar que envelhecer significa que há cada vez menos coisas sobre as quais fazer piada, até que finalmente não exista nada mais que você possa dizer que nunca faráp. 87
O sentido de ter uma casa é manter certas pessoas dentro dela e todas as outras do lado de forap. 19
Eu odeio com facilidade de frequência. Odeio, por exemplo, pessoas que se sentam com as pernas abertas. Pessoas que afirmam dar cento e dez por cento de si. Pessoas que dizem ter uma vida 'confortável' quando o que querem dizer é que são ridiculamente ricasp. 28
Ela diz que todo casamento é uma gambiarra. Até os que vistos de fora parecem decentes são mantidos com chiclete, arame e barbantep. 72
Eis o que acontece na meia-idade: alguns amigos e conhecidos que por anos foram meramente excêntricos tornam-se claramente loucosp. 93
O céu aqui. Tinha esquecido quanto de céu poderia existirp. 126