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1/2023

O Caso Wagner e Nietzsche contra Wagner

Friedrich Wilhelm Nietzsche · Alemanha · @companhiadasletras

Período
28 dez 2022 – 1 jan 2023
5 dias
Tempo de leitura
2h38
cerca de 32 min por dia
Páginas
117
físico
Ritmo
44 p/h
páginas por hora
Nota
★★★★★
3 de 5

Esse livro reúne dois ensaios e cartas de Nietzsche criticando a obra de Wagner. Tive dificuldade de compreender a profundidade da crítica porque me falta conhecimento artístico suficiente. Nietzsche também compôs obras musicais, embora não tenha ficado famoso por isso. Se é que eu entendi, a principal ponderação de Nietzsche é que Wagner buscava uma fórmula para emocionar e agradar o público e de certa forma manipulava a sua música para atingir esses resultados. Em várias passagens, ele compara de modo negativo a obra musical à obra teatral, afirmando que Wagner é um ator, alguém que não é honesto com o que acredita e representa algo que não é autêntico. Nietzsche e Wagner foram amigos próximos, mas havia uma diferença de idade considerável (30 anos). Talvez o rompimento retratado nos textos seja uma espécie de negação do discípulo ao mestre.

Frase marcada

“A música de Wagner, sem a proteção do gosto teatral - um gosto muito tolerante -, é simplesmente uma música ruim, talvez a pior que jamais se tenha feito”

p. 25 · uma de 9 frases marcadas neste livro
p. 1p. 117
Todas as frases marcadas
  1. Repito: é mais fácil ser gigantesco do que belo; nós o sabemosp. 20
  2. Nada mais perigoso do que uma bela melodia! Nada corrompe mais certamente o gosto!p. 21
  3. Tudo o que da música de Wagner se tornou popular, também fora do teatro, é de gosto dúbio e corrompe o gosto (...) (não me agrada a música cuja ambição não vai além de persuadir os nervos)p. 24
  4. A música de Wagner, sem a proteção do gosto teatral - um gosto muito tolerante -, é simplesmente uma música ruim, talvez a pior que jamais se tenha feitop. 25
  5. É uma coisa evidente: o grande sucesso, o sucesso de massa, não está mais com os autênticos - é preciso ser ato para obtê-lo! - Victor Hugo e Richard Wagner - eles significam a mesma coisa: que em culturas em declínio, onde que que as massas tenham a decisão, a autenticidade se torna supérflua, desvantajosa, inconveniente!p. 31
  6. O teatro é uma forma de demolatria em matéria de gosto, o teatro é uma rebelião das massas, um plebiscito contra o bom gosto... É precisamente isto o que demonstra o caso Wagner: ele ganhou a multidão - ele estragou o gosto, ele estragou até para a ópera o nosso gosto!p. 36
  7. Wagner atua como a ingestão continuada de álcoolp. 37
  8. Mas sobre quem se dá esse efeito? Sobre algo em que um artista nobre jamais deve ter efeito - sobre a massa! os imaturos! os blasés! os doentios! os idiotas! os wagerianos!...p. 53
  9. Oh, esses gregos! Eles entendiam do viver! Para isto é necessário permanecer valentemente na superfície, na dobra, na pele, adorar a aparência, acreditar em formas, em tons, em palavras, em todo o Olimpo da aparência! Esses gregos eram superficiais - por profundidade...p. 71
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