Rossana Campo · Itália · @editora.ayine
Livro bem diferente. É uma mistura de memórias e reflexões da autora sobre a própria vida e, principalmente, sobre a relação com os pais. Embora o pai dê o fio condutor ao livro, achei que ela fala tanto dele quanto da mãe, e de como essas duas figuras tão distintas ajudaram a moldar quem ela é.
Há uma sensação de deslocamento, de não estar inteiramente à vontade no mundo. O jeito de ser do pai, com suas particularidades e sua forma própria de enxergar a vida, parece funcionar como uma espécie de alívio, um lugar onde ela consegue se reconhecer.
Demorei um pouco para entrar no livro. Gostei mais da metade para o final, quando as lembranças e reflexões começam a se encaixar melhor e a relação com o pai ganha mais força.
“A verdade as pessoas é sempre enfeitada, adoçada, mantida em segredo, que ninguém no fundo tem coragem de tomar as coisas por aquilo que são”
p. 13 · uma de 3 frases marcadas neste livro
A verdade as pessoas é sempre enfeitada, adoçada, mantida em segredo, que ninguém no fundo tem coragem de tomar as coisas por aquilo que sãop. 13
Somos quase gêmeos, eu e ele, como irmãos, mas que pai e filhap. 98
Que merda de esforço, que dor saber que você herdou parte dele no seus genes, parte do seu caráter difícil, das suas fraquezas e fragilidadesp. 124