Graciliano Ramos · Brasil · @editorarecord
Tinha uma expectativa muito alta em relação ao livro. Pelo que tinha lido da crítica, tinha quase certeza de que adoraria. Gostei, mas não tanto quanto esperava. O estilo é muito limpo, econômico, sem excessos, mas o vocabulário às vezes torna a leitura mais difícil do que essa simplicidade sugere. É também um livro profundamente triste e melancólico, em que a dureza da vida parece acompanhar os personagens o tempo todo.
A melhor personagem é a Baleia, disparado. É impressionante como, com tão pouco, Graciliano consegue fazer dela uma personagem tão viva e comovente.
“Se ao menos pudesse recordar-se dos fatos agradáveis, a vida não seria inteiramente má”
p. 96 · uma de 8 frases marcadas neste livro
A multidão apertava-o mais que a roupa, embaraçava-op. 73
Baleia queria dormir. Acordar feliz, no mundo cheio de preásp. 87
Tolice, quem é do chão não se trepap. 89
Trabalhar como negro e nunca arranjar carta de alforriap. 90
Com certeza existia no mundo coisas extraordináriasp. 117
O mundo é muito grandep. 119
Se ao menos pudesse recordar-se dos fatos agradáveis, a vida não seria inteiramente máp. 96
Esforçava-se por esquecer uma infelicidade, e vinham outras infelicidadesp. 108