Pilar Quintana · Colômbia · @intrinseca
É um livro curto e fácil de ler, que vai ganhando densidade à medida que avança. Achei a parte inicial um pouco superficial, mas gostei muito do final, que muda o peso de tudo o que vem antes.
A relação de Damaris com a cachorra começa preenchendo o vazio deixado pela maternidade que ela não conseguiu ter. Aos poucos, porém, afeto, frustração e ressentimento começam a se misturar. Quando a cachorra engravida e depois se revela uma mãe ruim, essa relação ganha outra dimensão. O desfecho é duro e, para mim, é o que dá força ao livro.
Achei curioso saber que Pilar Quintana escreveu boa parte do romance no celular. Por coincidência, também li o começo no celular.
“Pensou que ninguém nunca iria confundi-los com os donos. Eram uma cambada de negros, pobres e malvestidos usando as coisas dos ricos”
posição 637 · uma de 5 frases marcadas neste livro
E os seus dedos tão gordos como resto de sua pessoaposição 120
Quis fugir, se perder, não dizer nada a ninguém, e que a selva a engolisseposição 289
Como é gostosa - disse -, e isso que já deve ter quarenta, a idade em que as mulheres secamposição 560
Pensou que ninguém nunca iria confundi-los com os donos. Eram uma cambada de negros, pobres e malvestidos usando as coisas dos ricosposição 637
A cachorra se revelou uma péssima mãeposição 749