Andréa del Fuego · Brasil · @companhiadasletras
Gostei desse livro. A história é a seguinte: Cecília é uma pediatra que conhece Celso, e passa a viver uma relação extraconjungal com ele. Descreve a rotina dela como pediatra, seus encontros e a relação dela com Bruninho, filho de Celso, com Deise, sua empregada doméstica, e com seu pai, um médico consagrado. O romance é narrado por Cecília, em um estilo de fluxo de consciência, com frases em que ela inclui seus pensamentos sobre o que vive. Os capítulos são curtos e a leitura flui. Cecília é dura e cínica. Expressa opiniões contrárias sobre um monte de lugares-comuns, como parto humanizado, doulas, ioga e relação de mães-filhos. O livro é ótimo entretenimento.
“(…) mas me permiti entrar no ritmo dela, que sabia viver sem sair do lugar, confinada no meu quartinho, presa a um homem de quem jamais se livraria”
p. 84 · uma de 6 frases marcadas neste livro
Marido infeliz mina até jequitibáp. 9
(…) mas me permiti entrar no ritmo dela, que sabia viver sem sair do lugar, confinada no meu quartinho, presa a um homem de quem jamais se livrariap. 84
Eu não tinha agenda, fôlego ou vontade de ter uma conversa íntima com minha mãep. 86
A vantagem da medicina é poder ser quem quiser, santa, desonesta, anarquista, patriota, bipolar, batista ou ateia, penso e sinto o que eu quiser com estetoscópio no pescoço, quem trata não sou eu, é o protocolo, apenas seguir o roteiro da observação clínica, os casos são mais ou menos os mesmosp. 92
Percebi que estaria sozinha mesmo se meu pai estivesse comigop. 148
Nunca amanhece para a mãe-pâncreas, isolada numa madrugada que não clareia, aferindo, observando, aplicando, não conhece meu descansop. 152