Virginia Woolf · Reino Unido · @arteeletra
Coletânea de ensaios de críticas literárias de Virginia Woolf. Foi a primeira vez que li algo dela, e gostei. Mesmo que algumas das críticas sejam a obras que eu não li, achei interessantes os comentários porque é um tema que me agrada. A edição é maravilhosa, feita artesanalmente pela Arte & Letra, com capa de tecido. Fiquei incomodado com a quantidade de erros gramaticais do texto traduzido, ao ponto de atrapalhar a leitura porque passei a contar os erros e alguns deles são crassos. Gostei especialmente das análises que ela faz de Henry James, Proust e as ponderações de que o gênero romance passou a ocupar um lugar que já havia sido da poesia para narrar histórias.
“Ao definir que livro começar e qual continuar, a mente não foi pressionada a escolher. Foi permitido ler o que gostava”
p. 45 · uma de 6 frases marcadas neste livro
A lista vazia do que se ler então preenche, com desespero, o coração dos mais velhos. Não é apenas que lemos tantos livros, mas sim que tínhamos tantos livros para lerp. 8
A tarefa do escritor é apanhae algo e deixar repousar: uma tarefa de perigo e dificuldade; mas somente assim o leitor é aliviado da torrente e confusão da vida e marcado efetivamente com o aspecto particular que o autor deseja que ele vejap. 34
Ao definir que livro começar e qual continuar, a mente não foi pressionada a escolher. Foi permitido ler o que gostavap. 45
Tudo que pode ser sentido, pode ser ditop. 99
Pois uma tradução nos faz entender, mais claramente do que palestras de qualquer professor, a diferença entre palavras cruas e palavras escritas; a natureza e importância daquilo que chamamos estilop. 108
(…) um elemento permanece constante em todos os romances, e este é o elemento humano; são sobre pessoas, provocam em nós os sentimentos que as pessoas provocam na realidadep. 127