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Brancura

Nobel2023Prêmio Nobel de Literatura 2023

Jon Fosse · Noruega · @editorafosforo

Período
1 nov – 2 nov
2 dias
Tempo de leitura
1h02
cerca de 31 min por dia
Páginas
60
físico
Ritmo
58 p/h
páginas por hora
Nota
★★★★★
4 de 5

Alguém que dirige sem destino. Para numa floresta. Fica perdido em um não lugar. E pensa sem parar. A narrativa é um fluxo de consciência, com a descrição detalhada dos pensamentos. Uma hora, tem certeza. No momento seguinte, coloca em xeque a conclusão. A identificação com essa sensação é fácil. Lembrei da velha piada em que um sujeito tem o pneu do carro furado, pensa em pedir uma ajuda numa casa, mas imagina a resposta de que não terá ajuda, e quando chega o encontro mesmo ofende o cara e diz que não precisa de ajuda. O livro é assim, todo passado na cabeça do narrador. Uma boa leitura.

Frase marcada

“Tenho medo, é simples assim. Mas é um medo tranquilo. Um medo sem angústia. Mas será que estou mesmo com medo. Ou não passa de uma palavra, esse medo”

p. 19 · uma de 5 frases marcadas neste livro
p. 1p. 60
Todas as frases marcadas
  1. Estou com o carro preso numa estrada na floresta, não tem ninguém por perto, e não consigo tirá-lo daqui, então suponho que isso já seja o bastante para me ocupar, sim, ocupar a cabeça, como se diz, me ocupar imaginando como tirar o carro daquip. 8
  2. Tenho medo, é simples assim. Mas é um medo tranquilo. Um medo sem angústia. Mas será que estou mesmo com medo. Ou não passa de uma palavra, esse medop. 19
  3. Amor, o que quero dizer com essa palavra, pois se há uma palavra que não significa nada é essap. 29
  4. São só palavras. Mas há palavras e palavrasp. 29
  5. Tudo que se experimenta, sim, é de certa forma real, sim, também compreendo isso, de certa formap. 54
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