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O que é um livro?

João Adolfo Hansen · Brasil · @atelie_editorial

Período
17 out – 19 out
3 dias
Tempo de leitura
0h52
cerca de 17 min por dia
Páginas
69
físico
Ritmo
80 p/h
páginas por hora
Nota
★★★★★
3 de 5

Esse livro é uma aula do professor João Adolfo Hansen. Inicia com a história do livro e se concentra na atividade da leitura, na nossa relação com os livros. Uma leitura rápida e interessante. Descobri que na República Romana, as cópias dos livros eram manuscritas em rolos e era hábito dos autores informarem aos donos das cópias que fizessem modificações nos textos. Os rolos que estavam fora do círculo dos amigos acabavam sem as alterações. Gostei mais da parte final, em que ele se concentrou nessa reflexão de que o livro só existe como objeto enquanto é lido.

Frase marcada

“(...) os conceitos de verdade e verossimilhança, de bem e mal e de valor artístico são históricos, quero dizer, particulares e mortais”

p. 11 · uma de 10 frases marcadas neste livro
p. 1p. 69
Todas as frases marcadas
  1. (...) os conceitos de verdade e verossimilhança, de bem e mal e de valor artístico são históricos, quero dizer, particulares e mortaisp. 11
  2. (...) e. sendo o mesmo para todos, uns percebem dele muito, outros pouco, outros nada, cada um conforme a sua capacidadep. 12
  3. (...) um livro não tem ação em si mesmo, mas causa grandes efeitos porque é lido, sendo por isso mesmo o somatório sempre inacabado de suas leiturasp. 13
  4. Classicamente, o erro toma o falso por verdadeiro (....). A besteira, não. A besteira se relaciona ao processo de individuação e faz falar uma vontade obtusa, cheia de si sem si como falta de forma simbólica do imaginário bruto, que irrompe sem fazer distinções, impondo-se à forçap. 52
  5. (...) o leitor é sempre uma parcialidade parcialp. 53
  6. O ato de ler é uma redução, como diz Stierle, ou um ato produtor de sínteses parciaisp. 62
  7. (...) há sempre um desnível entre a enunciação do texto e a leitura delep. 66
  8. A leitura transforma o poema e o livro em um valor de uso inesperado, produzido como introdução de indeterminação semântica na determinação semiótica do discursop. 66
  9. Mas, em qualquer leitura, que é por definição variável, o leitor deve encontrar a estrutura básica do texto, que permite justamente a comunicação do ato da sua invenção com a sua leitura. Isso também define o que é um livrop. 67
  10. Quero dizer: o livro é uma obra acabada sempre inacabada porque sempre aberta às iniciativas de leitores de diversas mediações sociais, dotados de competências culturais diversas e em diferentes situações sociaisp. 37
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