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Fahrenheit 451

Ray Bradbury · EUA · @bibliotecaazul

Período
9 dez – 14 dez
6 dias
Tempo de leitura
4h35
cerca de 46 min por dia
Páginas
215
físico
Ritmo
47 p/h
páginas por hora
Nota
★★★★★
5 de 5

Mais um superclássico do século XX, um livro que tem poros! Num futuro distópico, os bombeiros destroem livros. Fahrenheit 451 é a temperatura em que o papel queima (233°C). É proibido discordar, pensar, prestar atenção no que o outro tem a dizer. As pessoas são incentivadas a ficar passivamente olhando para telas e repetindo o que é dito. Os livros são abolidos. Mas não por ordem do governo: "A tecnologia, a exploração das massas e a pressão das minorias realizaram a façanha". Um bombeiro é despertado por uma garota e passa a refletir sobre sua função. O que ficou para mim desse livro foi a ideia de que pessoas são livros. Quando não se tem mais o objeto livro, cabe a quem leu cada obra passá-la adiante. Esta edição tem um prefácio de Neil Gaiman e textos adicionais do Ray Bradbury. São muito ricos. Gaiman diz que esse é um livro sobre muitas coisas. Depende da leitura que você faz. Mas que é principalmente um livro sobre amar as coisas e as pessoas. Bradbury conta que escreveu esse livro numa biblioteca, pagando por tempo o uso da máquina de escrever. Fahrenheit 451 foi censurado, o cúmulo da ironia. Vinte anos depois, Bradbury complementou: "Existe mais de uma maneira de queimar um livro. E o mundo está cheio de pessoas carregando fósforos acesos. Cada minoria, seja ela batista, unitarista; irlandesa, italiana, octogenária, zen-budista; sionista, adventista-do-sétimo-dia; feminista, republicana; homossexual, do evangelho-quadrangular, acha que tem a vontade, o direito e o dever de esparramar o querosene e acender o pavio". Não bastou a ficção. Precisou escrever com todas as letras num manifesto. Que a palavra seja espalhada.

Frase marcada

“O melhor é guardá-los na cabeça, onde ninguém virá procurá-los. Somos todos fragmentos e obras de história, literatura e direito internacional”

p. 185 · uma de 16 frases marcadas neste livro
p. 1p. 215
Todas as frases marcadas
  1. Alguém escreveu um livro sobre o fumo e o câncer de pulmão? As pessoas que fumam lamentam? Queimemos o livrop. 83
  2. Os livros servem para nos lembrar quanto somos estúpidos e tolosp. 111
  3. O melhor é guardá-los na cabeça, onde ninguém virá procurá-los. Somos todos fragmentos e obras de história, literatura e direito internacionalp. 185
  4. Ele se viu nos olhos dela, suspenso em duas gotas cintilantes de água límpida, uma imagem escura e minúscula, em ínfimos detalhes, as linhas ao redor de sua boca, tudo, como se os olhos dela fossem dois pedaços miraculosos de âmbar violeta que pudessem capturá-lo e mantê-lo intactop. 25
  5. Mas todos dizem a mesma coisa e ninguém diz nada diferente de ninguémp. 51
  6. Na varanda da frente, para onde viera avaliá-los calmamente com os olhos, a mulher parou imóvel; sua impassividade, uma condenaçãop. 61
  7. Não precisamos que nos deixem em paz. Precisamos realmente ser incomodados de vez em quandop. 74
  8. Livros abreviados. Condensações. Resumos. Tabloides. Tudo subordinado às gags, ao final emocionantep. 77
  9. A vida é imediata, o emprego é que conta, o prazer está por toda parte depois do trabalho. Por que aprender alguma coisa além de apertar botões, acionar interruptores, ajustar parafusos e porcas?p. 78
  10. Porque têm qualidade. E o que significa a palavra qualidade? Para mim significa textura. Este livro tem poros. Tem feições. Este livro poderia passar pelo microscópio. Você encontraria vida sob a lâmina, emanando em profusão infinitap. 108
  11. Quanto maior a população, mais minorias. Não pise no pé dos amigos dos cães, dos amigos dos gatos, dos médicos, advogados, comerciantes, patrões, mórmons, batistas, unitaristas, chineses de segunda geração, sueco, italianos, alemães, texanos, gente do Brooklyn, irlandeses, imigrantes do Oregon ou do Méxicop. 80
  12. Você pergunta o porquê de muitas coisas e, se insistir, acaba se tornando realmente muito infelizp. 84
  13. Eu só quero alguém para ouvir o que tenho a dizerp. 107
  14. Se não havia solução, agora tampouco havia problema. O fogo era o melhor para tudo!p. 146
  15. Quantas vezes um homem pode afundar e ainda continuar vivo?p. 162
  16. Para tudo há uma estaçãop. 199
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