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Latim em pó

Caetano W. Galindo · Brasil · @companhiadasletras

Período
11 mar – 23 mar
13 dias
Tempo de leitura
4h08
cerca de 19 min por dia
Páginas
227
físico
Ritmo
55 p/h
páginas por hora
Nota
★★★★★
4 de 5

Descreve a história da língua portuguesa brasileira (uma derivação do galego, que veio do latim). É muito bem escrito, com uma linguagem clara e direta, sem academicismo, mas com profundidade. Defende a tese de que o fator fundamental para a consolidação e uniformidade do português no Brasil foi a adoção do idioma pelos escravizados. Entendi que é mais uma hipótese (talvez um desejo?) do que algo que tenha de fato evidências disso. Eu me diverti ao perceber como a língua muda com o tempo e com as curiosidades sobre a evolução de palavras e seus sentidos (fetiche foi do português para o francês e voltou com outro significado; as palavras com interferência árabe que incorporaram o artigo definido "al": alface, aldeia, algarismo, algodão etc.).

Frase marcada

“(...) a língua conquistadora, que se estabelece em determinado território, invariavelmente acaba aceitando elementos da língua conquistada”

p. 64 · uma de 9 frases marcadas neste livro
p. 1p. 227
Todas as frases marcadas
  1. Com o passar do tempo, vamos montando uma história que parece coerente e que funciona bem para explicar o estado de coisas que queremos compreender hoje, nos termos que queremos ver vigorar hojep. 24
  2. Logo, não há bases muito evidentes para argumentar que o português seja uma língua especialmente difícilp. 29
  3. Nosso português mais fino é pouco mais que um latim atrapalhadop. 33
  4. (...) a língua conquistadora, que se estabelece em determinado território, invariavelmente acaba aceitando elementos da língua conquistadap. 64
  5. E o que dizer dos ditongos nasais, essa coisa ainda mais estranha e aparentemente única do nosso idioma? Só nós sabemos dizer nãop. 121
  6. Ainda que tenham se apropriado dessa língua para seus próprios fins, com propósitos de catequização, aprisionamento e colonização, os portugueses de fato estavam empregando uma língua local, sem impor a sua de maneira imediatap. 149
  7. Falar como as classes dominantes pode ser uma maneira de tentar suprimir a distância que nos separa delasp. 116
  8. Apesar das adversidades, foi a língua falada por negros e mestiços que dominou o Brasil. Somos um país que fala português como fruto direto da presença negrap. 182
  9. Temporalmente, é uma verdade constante que todo padrão de hoje foi o erro de ontem. Espacialmente, é uma verdade constante que o padrão daqui é o erro dalip. 191
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