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30/2022

Segredos

Domenico Starnone · Itália · @todavia

Período
11 set – 13 set
3 dias
Tempo de leitura
2h43
cerca de 54 min por dia
Páginas
149
físico
Ritmo
55 p/h
páginas por hora
Nota
★★★★★
5 de 5

Terceiro romance que eu li de Starnone, depois de Laços e Assombrações. A premissa é a seguinte: namorados revelam entre si segredos constrangedores. Depois, acabam o relacionamento. Mas o peso do pacto interfere nas suas vidas - principalmente na do protagonista Pietro Vella, que é limitado e constrangido por essa ameaça e não está disposto a pagar o preço de ter o segredo revelado. Gosto muito do estilo do autor, que é muito objetivo (lá no meio do livro uma das personagens diz que um livro poderia ser tolerável caso fosse breve, então acho que a extensão é uma preocupação do Starnone) e me faz refletir sobre a vida. Mais uma vez, ele adota a técnica de dar vozes a diferentes narradores. A primeira e maior parte é narrada pelo homem, mas há narrativas das mulheres que nos fazem questionar alguns dos fatos apresentados. Além dos temas mais evidentes (fidelidade, relacionamento, amor), pensei muito também sobre a velhice, vaidade, ética e a imagem que pretendemos passar aos outros - e como é diferente o que pensamos sobre nós mesmos e a imagem que os outros têm da gente.

Frase marcada

“Quando se escreve é possível calibrar as frases; já nos diálogos cara a cara há o risco de se falar demais, de despertar o que já estava adormecido”

p. 75 · uma de 6 frases marcadas neste livro
p. 1p. 149
Todas as frases marcadas
  1. Que complicado, um amigo me disse certa vez, se apaixonar por uma mulher que em todos os aspectos é mais viva do que nósp. 12
  2. Quando se escreve é possível calibrar as frases; já nos diálogos cara a cara há o risco de se falar demais, de despertar o que já estava adormecidop. 75
  3. Só que, à diferença dos outros bons, sabíamos que podíamos nos tornar maus, e o sabíamos tão bem que, por uma honestidade inata, nós mesmos nos pusemos na categoria dos maus e agora achávamos que nossa bondade era uma ficçãop. 82
  4. (...) seu pai é tão absolutamente indispensável para mim que, para poder continuar com ele, precisei traí-lo muitíssimas vezes, segundo todas as acepções lícitas e possíveis da traiçãop. 128
  5. Tivemos medo de que nossas más ações nos prosseguissem e se apoderassem para sempre de nósp. 146
  6. Sempre acabamos por mostrar um pouco do pior que guardamos lá dentrop. 148
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