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29/2022

Lojas de canela e outras narrativas

Bruno Schulz · Polônia · @editora34

Período
23 ago – 11 set
20 dias
Tempo de leitura
4h34
cerca de 14 min por dia
Páginas
221
físico
Ritmo
48 p/h
páginas por hora
Nota
★★★★★
2 de 5

Bruno Schulz era judeu de origem polonesa - passou quase toda a vida na cidade de Drohobych, que hoje faz parte da Ucrânia. A primeira vez que ouvi falar dele foi em uma entrevista de algum escritor ao @jornalrascunho, afirmando que esse era um livro imprescindível. Logo em seguida, na biografia do Philip Roth há o relato de como Schulz morreu (e essa história foi usada por Roth em A Orgia de Praga: Bruno Schulz foi protegido por um oficial nazista, que acabou matando um judeu protegido por outro oficial. Schulz foi assassinado em retaliação. Isso foi o suficiente para despertar o meu interesse por sua literatura. Essa edição da 34 reúne o livro Lojas de canela e outros contos publicados em revistas. É imediata a comparação com Kafka, pelo estilo e temática. Mas a leitura não me agradou. Talvez não fosse o momento ou tenha faltado inspiração para captar o lirismo, e de me concentrar em frases longas e poéticas. Meus textos favoritos foram "A rua dos crocodilos" e "Tratado dos manequins (final)".

Frase marcada

“Não existe nenhum mal em reduzir a vida a formas novas e diferentes. O assassinato não é pecado”

p. 41 · uma de 3 frases marcadas neste livro
p. 1p. 221
Todas as frases marcadas
  1. Não existe nenhum mal em reduzir a vida a formas novas e diferentes. O assassinato não é pecadop. 41
  2. Quem poderia saber - dizia ele - quantas são as formas de vida aleijadas, sofridas e fragmentadas, como a vida dos armários e das mesas, montados artificialmente, pregados à força, madeira crucificada, silenciosos mártires do engenho cruel dos homens? Terríveis transplantes de raças diferentes de madeira que se odeiam, fundidas numa única e infeliz personalidade...p. 52
  3. Nem sequer os melhores estavam livres da tentação de uma degradação voluntária, de um nivelar de fronteiras e de hierarquias, da vontade de patinhar na lama rasa da comunidade, da intimidade fácil, da suja confusão. O bairro era um eldorado para os desertores da bandeira da dignidade própriap. 83
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