Italo Calvino · Itália · @companhiadasletras
São vários ensaios de Italo Calvino sobre grandes livros. O que dá nome à coletânea é o mais legal: uma tentativa de explicar o valor e o prazer de ler os clássicos. Depois de várias propostas, a conclusão é simples: porque ler os clássicos é melhor do que não ler os clássicos. Diz Calvino: "Toda primeira leitura de um clássico é na realidade uma releitura". É isso mesmo, porque de um modo ou de outro já tomamos contato com com aquela obra. Gostei especialmente do ensaio sobre a Odisseia, que estou lendo no momento e me fez colocá-la em perspectiva. Outros textos serviram de guia e recomendações de leituras: Xenofonte, Stendhal, Dickens, Flaubert, Pasternak, Borges.
“O seu clássico é aquele que não pode ser-lhe indiferente e que serve para definir a você próprio em relação e talvez em contraste com ele”
p. 13 · uma de 6 frases marcadas neste livro
O seu clássico é aquele que não pode ser-lhe indiferente e que serve para definir a você próprio em relação e talvez em contraste com elep. 13
O retorno deve ser identificado, pensado e relembrado: o perigo é que possa ser esquecido antes que ocorrap. 18
(...) as razões de fascínio de um livro (seus poderes de sedução, que são bem diferentes de seu valor absoluto) são feitas de tantos elementos imponderáveisp. 142
Para nós, O nosso amigo comum é uma obra-prima em absoluto, tanto de invenção quanto de escriturap. 160
Penso que não por casualidade a nossa época é a do conto, do romance breve, do testemunho autobiográfico: hoje, uma narrativa verdadeiramente moderna só pode canalizar a sua carga poética para o momento (sem importar qual) em que se vive, valorizando-o como decisivo e infinitamente significante; deve por isso estar “no presente”, dar-nos uma ação que se desenvolva toda sob os nossos olhos, unitária no tempo e na ação como a tragédia grega." (pos 2697)
A barbárie implícita em nossa vida de hoje é o grande tema da literatura contemporânea" (pos 2806)