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Livro de pré-coisas

Manoel de Barros · Brasil · @editora_alfaguara

Período
15 jun – 28 jun
14 dias
Tempo de leitura
1h24
cerca de 6 min por dia
Páginas
119
físico
Ritmo
85 p/h
páginas por hora
Nota
★★★★★
5 de 5

Uma viagem ao Pantanal destravou a minha primeira leitura de Manoel de Barros. Tinha visto um documentário (Só Dez Por Cento é Mentira, Netflix) e imediatamente saquei que era pra mim. Nada melhor do que conhecer um lugar guiado desse jeito, com a poesia na veia. O subtítulo entrega: roteiro para uma excursão poética no Pantanal. E foi isso mesmo. Uma belezura ver as mil-e-uma-garças, e ler logo em seguida que as garças pantaneiras têm "nostalgia de mar". E imaginar os meninos nas varandas pescando no rio. Impossível não associar ao JGR naturalista. O bom é saber que ainda tem muito mais Manoel pela frente...

Frase marcada

“Porque a maneira de reduzir o isolado que somos dentro de nós mesmos, rodeados de distâncias e lembranças, é botando enchimento nas palavras”

p. 33 · uma de 14 frases marcadas neste livro
p. 1p. 119
Todas as frases marcadas
  1. Quando meus olhos estão sujos da civilização, cresce por dentro deles um desejo de árvores e avesp. 18
  2. Porque a maneira de reduzir o isolado que somos dentro de nós mesmos, rodeados de distâncias e lembranças, é botando enchimento nas palavrasp. 33
  3. Sei muitas coisas das cousas. Hai muitas importâncias sem ciência. Sei que os rios influem na plumagem das aves. Que vespas de conas frondosas produzem melado azul. E as casas com rio nos fundos adquirem gosto de infânciap. 59
  4. Aqui nenhuma espécie de árvore se nega ao gorjeio dos pássarosp. 17
  5. Os homens deste lugar são mais relativos a águas do que a terrasp. 18
  6. Os homens deste lugar são uma continuação das águasp. 18
  7. Bão é pão chão e vãop. 19
  8. No Pantanal ninguém pode passar régua. Sobremuito quando chove. A régua é existidura de limite. E o Pantanal não tem limitesp. 29
  9. Alegria é de manhã ter chovido de noite!p. 29
  10. No conduzir de um gado, que é tarefa monótona, de horas inteiras, às vezes de dias inteiros - é no uso de cantos e recontos que o pantaneiro encontra o seu ser. Na troca de prosa ou de montada, ele sonha or cima das cercasp. 33
  11. Porque já desde nada, o grande luxo de Bernardo é ser ninguém. Por fora é um galalau. Por dentro não arredou de criança. É ser que não conhece ter. Tanto que inveja não se acopla nelep. 44
  12. Minhocas arejam a terra; poetas, a linguagemp. 51
  13. Se tem pacu no rio, de manhã desvendap. 55
  14. Bonito é o desnecessáriop. 57
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