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Anarquistas, graças a Deus

Zélia Gattai · Brasil · @companhiadasletras

Período
1 fev – 5 fev
5 dias
Tempo de leitura
6h59
cerca de 84 min por dia
Páginas
323
físico
Ritmo
46 p/h
páginas por hora
Nota
★★★★★
4 de 5

É incrível que Zélia Gattai tenha escrito seu primeiro livro após os 60 anos. Foi premiada, virou uma memorialista consagrada e eleita para a ABL. Caçula de cinco filhos, ela foi aluna extraordinária e grande observadora da vida. O livro é escrito em pequenos causos que se entrelaçam. Suas memórias contam também a história da família e de São Paulo. De certo modo, as memórias de infância são "parecidas, mas completamente diferentes" das de todos nós.

Frase marcada

“Meus pais acreditavam na escola da vida. A única que haviam cursado. Talvez por isso eu atingia os oito anos sem ter sentado em banco de sala de aula”

p. 219 · uma de 13 frases marcadas neste livro
p. 1p. 323
Todas as frases marcadas
  1. A imaginação voando solta, transformando tudo em festa, nenhuma barreira a impedir meus sonhos, o riso aberto e francop. 30
  2. Escola não serve pra mulher. Mulher precisa saber ler? Pra quê? Pra mandar carta pros namorados? - perguntava e afirmava dona Antonieta, a mãe da família, ela também uma escravap. 55
  3. O medo de apanhar, naquela noite, foi mais forte do que a vontade de contar a verdadep. 143
  4. ...os amigos são para as ocasiões difíceis, nos ensinava mamãep. 148
  5. Religião é coisa íntima, de cada um - dizia. - Por isso não posso cometer a violência de impor uma religião, uma determinada doutrina aos meus filhos, apenas para atender às exigências da sociedade em que vivemosp. 215
  6. Até parecia que as nossas amizades, velhas e comprovadas, adivinhavam que o amigo passava por dificuldades e apareciam. Certamente não adivinhavam. Sabiam. Sabiam e vinham ao encontro do companheirop. 240
  7. Um mal-estar, como nunca antes experimentara, fazia-me silenciar, fugir das pessoas que chegavam... quando, de repene, ouvi uma palavra murmurada, solta no ar: 'morreu?'p. 276
  8. Nos primeiros tempos do retorno de papai, a casa passara a viver em regime anarquista, a anarquia como a entendiam nossos pais: todos por um e um por todosp. 278
  9. Não se abreviavam com siglas os nomes completos das pessoas e das coisas em geral. Para que isso? Por que o uso de siglas?p. 30
  10. Mas mamãe era caso perdido, não se emendava. Precisava apanhar muito para aprenderp. 99
  11. A propriedade é um furto e ladrão quem a possuip. 127
  12. Como podia ela, pessoa de bom gosto literário, que ficava até altas horas da noite - para poder concentrar-se no silêncio - lendo livros de VIctor Hugo, de Zola, de Kropotkin, de Eça de Queiroz, versos de Guerra Junqueiro, gostar também dos romances de fascículos?p. 130
  13. Meus pais acreditavam na escola da vida. A única que haviam cursado. Talvez por isso eu atingia os oito anos sem ter sentado em banco de sala de aulap. 219
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